... é normal que os meus textos não tenham titulo. Como sou um bocado tóto e um bocadinho fraco das ideias, não costumo perder tempo a pensar em títulos para o que quero escrever. Escrevo e pronto.
Bem, começando a escrever sobre cosias que realmente interessam (or not), hoje entrei numa espécie de férias. Não tenho frequências, não tenho aulas ás disciplinas semestrais, no entanto tenho exames.
Á excepção de muitos ou quase todos, sou um calhau e chumbei a tudo. Isso significa que vá a reavaliação (aka exames) a todas as disciplinas (calma, só tenho 2 semestrais) e a todos os módulos (2+3=5).
Segunda feira lá estarei eu, a dar cabo da climatologia toda. Vou lá para tirar 20 porque desta vez vou estudar, nem que seja só o fim-de-semana. Quanto a "Introdução á profissão" já não posso dizer o mesmo: odeio aquilo e não consigo mesmo estudar aquela merda. Vocês que não lêem isto devem-se questionar sobre o facto de "Introdução á profissão" ser a disciplina mais importante do curso, e é, mas é só para quem gosta e para quem vai continuar naquela vida. Como eu não pretendo ficar lá por muito mais tempo, tenho que gramar aquilo temporariamente.
Falando de coisas ainda mais interessantes, ontem fui sair. Fui até uma casa de fados com um pessoal do curso. Bebi uma jarrinha de sangria. De seguida fomos dar um giro ao 7's. Bebemos uns shots, um deles era aquele com um chupa-chupa(!) mergulhado. Depois pedi aquela promoção de 5€ 6 finos e a menina deve ter gostado da minha cara linda porque deu-me um fino a mais. Não faz mal, bebi mais um á pala. Depois fomos ao rugby e por fim B.A.A.C. (bar da associação académica de Coimbra). De salientar que de cada vez que saiamos á rua vinha uma tromba de agua.
No B.A.A.C. é sempre a mesma coisa: apinhado de gente, 4/5 meninas em cima das mesas ou dos bancos a dançar para toda a gente, á caça de pila e de cona. Todas as pessoas a babarem-se porque pronto, as raparigas até costumam ser boas. Depois há aquelas gajas que, e perdoe-me a sinceridade e a expressão demasiado forte: só querem pila! Eu nunca me tinha achado assim um tipo muito giro nem muito atraente. Até acho que tenho um ar um bocado Sul-Americanado para atrair gajas pró bomzinho. Mas á noite comem-me a mim e a todos que passam num raio de 2m, com os olhos, com as mãos e ás vezes até com a boca. Mas eu nao me deixo comer.
Sim tenho namorada. Como é óbvio ela não lê nada disto. Ainda assim, tudo o que aqui é escrito (vá 98,9%) é do conhecimento dela. Até aquela parte a falar de raparigas boas. Temos uma relação saudável e eu até sou um menino certinho...
O que eu queria dizer é que aquele bar é uma mina de ouro para desesperados/as. Qualquer pessoa encalhada remenda o barco depois de la ir dar uma vista de olhos. Não precisa de fazer rigorosamente nada, basta esperar que elas/es venham ter connosco.
Ha duas semanas atrás fui ao NL (Noites Longas). Aquilo é um sonho. Opá tem gays, é verdade, mas tem lésbicas(!). E lésbicas de qualidade, não são de uma qualquer gama de produtos. Eu já tinha visto na Latada uma cena bastante "coisa" - 3 gajas a comerem-se por debaixo da capa. E perguntais vós: se estavam por baixo da capa como é que sabes que estavam-se a comer?
Resposta: Porque eu estava mesmo atrás delas a apreciar o grande Rui Veloso e ouvi risinhos e o "chuac-chuac" de saliva. Passei para a frente delas de propósito para ver o que é que se estava mesmo a passar e constatei o óbvio. Estavam-se a comer na boa, no meio de centenas de pessoas. E é assim que se quer, sem pudores sem nada.
Bem, continuando a conversa acerca do B.A.A.C., não é dos melhores sítios a frequentar para nos divertirmos, mas é seguramente o mais em conta. Não pagamos entrada, basta mostrar o cartão de estudante. As bebidas não são muito caras e as meninas servem bem. O único senão é mesmo a falta de espaço.
O G., que é um colega de curso, cabritou-se todo enquanto dançava. Encostou-se á parede e continuou a gregar. Como bom amigo que sou (true story) levei-o lá para fora mas ele continuou o serviço pelo caminho. Mesmo assim ninguém reparou na bosta e continuaram a dançar por cima do grego (assim é que é bom).
Depois de lhe ter passado a má disposição, que foi rápida, regressamos ao sitio onde estávamos anteriormente e já estava um cachecol (não sei se é assim que se escreve) mesmo em cima do sitio do vomitado. É bem.
Ás 4h as luzes acendem-se e o pessoal começa a ter que ir embora. Nós optamos por ir novamente até ao rugby e foi para lá que nos dirigimos sobre outra descarga de água.
Entramos, subimos até ao andar de cima que era onde havia menos gente e por lá pairava a caloira Shakira. Todos os agrários conhecem a caloira Shakira. É fácil de imaginar as razoes. Também lá estava o Engenheiro N., o maestro da tuna que é um grandessíssimo gay. Eu sei que não tenho nada haver com o assunto nem sou homofóbico nem coiso, mas aqueles olhinhos não enganam ninguém: ele e o outro mendigo iam dar uma valente queca algures.
Terminada a noite (7h), fomos a pé até ao café mimosa tomar o pequeno almoço. Ás 8.30 apanhei um taxi, fui para casa, pus o despertador com todo o carinho para tocar as 9.30 e o cabrão de merda não tocou. Penso que não devo ter activado o alarme. Até dormi vestido e tudo para ir á aula. Acordei depois um pouco espantando eram já 12.30 (depois da aula do andré).
Basicamente ontem foi isto. Uma noite bem passada com os colega de curso, que afinal não são assim tão maus.
Deixo então a sugestão do BAAC para os encalhados, ou não. Temos que admitir por Coimbra há muito por onde escolher. Andem é sempre de olhos abertos - as gonorreias, sífilis e afins andem aí.
Private Message: Sim J., se tivesses ficado em Coimbra até sexta feira á noite tinha sido ainda melhor. Daqui a duas semanas vinga-te em mim que eu quero muito.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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