sábado, 28 de fevereiro de 2009

Praxe

Vejo tanto blogue a falar de "praxes". Muitos escrevem que as "praxes" são uma coisa humilhante, estúpida, sem sentido e que só os burros e estúpidos é que participam nisso.
Leiam este post como exemplo do que falei.

Falam mas não sabem bem do quê. Para começarmos não se diz nem escreve "praxes", é PRAXE, nao ha plural. No máximo, "praxes" está ligado á gozação do caloiro ou, por outras palavras, á parte da Praxe que está ligada ao praxar caloiros.
Tudo o que sejam agressões físicas, discriminações, abusos do poder hierarquico e essas coisas todas, não é PRAXE. Como alguém escreveu: " A praxe deverá manter princípios como fraternidade e humildade entre os estudantes, sendo a humildade absolutamente incompatível com a prepotência, e a fraternidade absolutamente incompatível com o totalismo e fanatismo" . Tudo o que não preencha estes requisitos não é considerada PRAXE.

Odeio ver aqueles despiques do: a minha faculdade é melhor que a tua porque os teus doutores não sabem praxar, ou ainda, as praxes no porto são praxes a sério, e as de coimbra não. São comentários de pessoas cuja ignorância neste tema atinge um nível relativamente alto.
A Praxe é uma coisa única na vida do estudante universitário. Única porque não existe mais nenhuma igual aquela em nenhum lado. Portanto, a Praxe de coimbra não tem que ser igual á do porto nem vice-versa. Cada uma é o que é e mais nada. Quem diz coimbra vs porto diz qualquer coisa vs coisa qualquer.

Quando ouço pessoas a declararem-se anti-praxe, mesmo antes de saberem o que é realmente a Praxe do seu curso, fico com raiva. Tudo bem que cada um tem o direito de escolher em ser praxado ou não - são opções. Mas uma coisa é não querer ser praxado, outra coisa bastante diferente, é ser anti-praxe. Para mim tudo o que seja anti-qualquer-coisa significa que esses anti querem, neste caso especifico, acabar com a Praxe. Praxe é um conjunto de usos e costumes característicos de uma academia ou faculdade (queima, cortejo, serenata, traje academico, ect), logo, se são anti-praxe, são anti-isto-tudo. Se não aceitam, tudo bem, serem contra a Praxe, é um ponto de vista que eu não compreendo nem tolero.

Falando da minha praxe, posso garantir seguramente que é das praxe mais duras física e psicologicamente da cidade de coimbra - façam uma pesquisa e adivinhem onde é que eu estudo. Já passei por muita coisa na praxe. Coisas de que não gostei e coisas que adorei (como em tudo na vida). Podia ter rejeitado aquilo que quisesse, mas não tive problemas nenhuns em fazer coisas menos boas. Nunca me faltaram ao respeito, nunca fui humilhado, nunca fui mal-tratado e posso dizer que este ano já valeu pela praxe a que estive sujeito. Certamente que muitas pessoas na minha situação achariam a minha praxe do mais ridículo, indecente e porco que pode haver. A maioria das pessoas que entrou no mesmo sitio que eu foram ás praxes e garanto que nenhuma delas se arrependeu. Sim, houve quem desistisse, mas desistiram por falta de tempo ou porque não lhes apetecia perderem uma tarde na praxe todas as semanas. Tudo bem, são opções e como já disse, aceito-as muito bem.
O ano já vai a meio, não sou praxado desde Dezembro e tenho muitas saudades daqueles tempos. Eram aquelas tardes em que nós convivíamos a sério com os doutores e caloiros. Era uma espécie de big family. Falávamos com todos e toda a gente falava connosco como se nos conhecêssemos há imenso tempo.

Eu vou ser praxista quando chegar a minha altura, se mudar de curso será daqui a sensivelmente 2 anos e posso-vos garantir que vou tentar ser um exemplo de doutor. Odeio a falta de rigor no cumprimentos das regras do código de Praxe. Se algum dia chegar a fazer parte de uma comissão de praxe, é uma das coisas que quero implementar: rigor na praxe. Se falharmos enquanto estivermos a praxar, os caloiros falharam na altura deles porque já era normal na altura deles.

Para quem nunca foi praxado e acha que sabe o que é a praxe, quero dizer que só sabe disto quem passou por ela. A definição de praxe passa muito para além da integração do caloiro na universidade. A praxe varia consoante as diferentes academias/cidades. Como é que podem rejeitar uma coisa apenas pelo que ouvem dizer (muitas vezes distorcido)? Não faz sentido.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Perdi-me

A semana começou mais tarde e acabei por me perder nos dias. Só me lembro do que fiz ontem.

Faço agora um esforço e consigo lembrar-me que me levantei as 7h para ir as aulas na quarta-feira. A tarde cocei a micose numa esplanada, a apanhar banhos de sol. É boa a sensação de não ter mais nada para fazer do que ficar sentado a apanhar com a radiação.
A J. chegou á noite, fui busca-la á rodoviária e fomos comer a boa da lasanha na Charllot. Mais uma vez o jantar durou mais do que se esperava. Fomos para casa dela ja era meia-noite.
Vimos um filmes, ou melhor, vi um filme porque ela acabou por adormecer.

Ontem saimos. Uma amiga nossa veio até Coimbra fazer-nos uma visita, aproveitando a sua semana de férias (fico feliz por saber que toda a gente tem ferias na mudança de semestre e eu nao). Parecia que tinhamos voltado aos bons velhos tempos. Os grandes momentos do liceu. Era a nossa terrinha em peso em Coimbra. A ideia era irmos jantar as cantinas e irmos beber um café. Acabamos por fazer isso, instalamo-nos no BAAC, esgotamos as moedas de 50cent nos finos. Depois fomos ao 7's beber mais uns shot. Eu e a J. fomos até a Se Velha buscar uma litrada de traçadinho para cada um. Não sei se é assim com toda a gente, mas comigo, este genero de bebidas, fazem deslocar até a casa de banho varias vezes. Falta dizer que ao pé da Porta Ferrea estava la uma trupe que fez questao de ir a correr atras de nós. Como nos metemos dentro da tascazinha, perderam-nos.
Terminamos a noite no convívio de medicina que por acaso até estava bomzinho tirando o facto de o ar estar irrespirável.
Eram 6h e estávamos a ir para casa quando a J. se vira para o lado e grega-se toda. Limpa a boca, sorri, e pede-nos para continuarmos a andar que já estava tudo fixe. E lá fomos nós, cada um para sua casa, já muito contente e ainda a ver tudo turvo. Foi uma noite porreirinha em contraste com o dia de hoje. Deitei-me as 6.30 e acordei as 8 horas para ir as aulas - NAO FALTEI! Andei foi o dia todo cheio de dores de cabeça e morto de sono. Ter ido ou nao ter ido as aulas foi exactamente a mesma coisa, estive a dormir nelas.
No autocarro para de regresso a casa a vim com a J. que me veio a fazer cafonészinhos, daqueles que sabem quando a cabeça não se segura e nos dói muito. Adormeci no ombro dela, e vim o caminho todo a babar-lhe o ombro. Soube-me bem.

Até amanha que vou jantar, chichi, cama.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O que faz girar o Mundo nao é o sistema de rotação

mas sim uma simples Pila. Quando vou no autocarro para Coimbra sou obrigado a ouvir conversas femininas. Já o tinha constatado antes, mas o que faz realmente com que a Terra gire é a pilinha dos homens.
Imagino que hajam pessoas (não existe nem uma única, mas eu imagino-as na mesma) que percebe o que eu digo quando escrevo: "as raparigas fazem tudo por uma pila". Não vou chamar de pénis porque elas dizem mesmo "Pila".
Qualquer coisa que aconteça elas exclamam muitas vezes: "oh deixa lá, tem falta de Pila"; "Pronto, esta gaja está com falta de Pila" ou ainda "Se estás com falta de Pila compra uma". Elas conhecem-se umas ás outras e admitem que o que têm falta não é de comida, afecto ou carinho, mas sim de uma Pila.
Pila tem que se escrever com maiúsculas dada a sua importância neste texto. Eu já ouvi muitos relatos da primeira vez na primeira e terceira pessoa. As coisas correm sempre tão mal na primeira vez, mas umas exageram. Elas poderiam ficar de pé atrás para a segunda, terceira, quarta...vez. Mas não, é exactamente o contrario, quanto mais fornicam mais querem fornicar. Ainda se fornicassem bem, mas é que nem isso, por isso é que ás vezes nascem bebés e manifestam-se doenças que matam as pessoas aos bocadinhos.
O cumulo é a menina certinha, tímida, filha do papá, aluna exemplar, perder a virgindade aos 17 anos com um rapaz que acabou de conhecer numa viagem. A J. estava ao pé de mim quando ela lhe começou a contar o que se tinha passado na primeira noite, portanto tive que ouvir e tentar não me rir porque ela não fazia ideia do quão ridícula estava a ser.
Estava preocupada. Tinha medo de estar grávida. Uma rapariga de 17 anos, boa aluna, culta, que aparenta ter o dom da sabedoria, fez a seguinte pergunta: "nós usamos preservativo, aquilo não entrou tudo, mas mesmo assim tenho medo de estar grávida. Achas que há alguma possibilidade?" Foi nesta altura que tive me levantar do meu lugar e sair dali porque ia sair-me um gargalhada das grandes.
Podem achar-me estúpido ao rir-me nestas situações. Mas aquela menina quis parecer tão crescida em contar a sua primeira vez, sempre achou que sabia tudo e depois sai-se com um tiro destes para o ar. Não me contive. Esta é só um exemplo.
Conheço quem tenha perdido a virgindade aos 15 anos acabadinhos de fazer. Também não correu bem. Diga-se de passagem que foi uma primeira vez do pior que poderia haver e ela hoje (18 anos) faz de tudo por uma pila. Que tenha conhecimento, até aos 17/18 anos teve até 5 a 6 parceiros sexuais - no mínimo. Um pouco precoce para uma menina com uma boa educação, com a cabecinha um bocadinho fora do lugar mas nada de anormal para a idade.
Depois há a rapariga que se gaba de ter relações sexuais com o namorado e faz questão de explicar como é que faz tudo. Ao menos esta só foi experimentada por um rapaz, até hoje...daqui para a frente já não sei. Quis contar como foi a primeira vez á frente e a trás e mandava piadas a ela própria sobre "o levar por trás".
Querendo acrescentar outro facto á menina cujo " aquilo não entrou tudo, mas mesmo assim tenho medo de estar grávida.", o namorado dela não estuda na mesma cidade. Ele falta ás aulas para ir ter com ela á dita cidade, ela também falta. Passam a semana toda, literalmente, no quarto a foder ou a tentar foder - nunca quis saber. Não tenho conhecimento de terem saído alguma vez para ir beber qualquer coisa ou ir dançar um bocadinho. Vivem para o sexo e acham que isso é amor. Desejam-se apenas e só carnalmente - é essa a paixão deles. Não tenho absolutamente nada contra e acredito que seja felizes assim. Simplesmente gosto de pensar neste tipo de coisas e de concluir que tenho muita sorte em saber o que é amar e ser amado verdadeiramente.
Contrastando com tudo isto, eu e a minha namorada somos muito contidos e só ganhamos com isso. A relação não se gasta, o sexo não se gasta. Há fogo na nossa relação porque não estamos sempre um ao pé do outro, mesmo morando na mesma rua. Eu desejo sair de casa para ir ter com ela e ela deseja o mesmo, mas isto só tem piada se o desejo se manter. Eu podia ir ter com ela sempre que quisesse e chatea-la. Eu não ia ás aulas, ela não estudava e passávamos a viver para a foda e para as cossanças de micose o dia todo. Aprendemos a esperar e aconselho a todos a saber faze-lo.
Relembro que o amor pode acabar mas o sexo nunca. Se têm falta de pila ou de outra coisa, é só sair e ir ao BAAC :P (foi uma piadinha).

Bem, até amanha.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Fim-de-semana prolongado

Gosto destes fins-se-semana. Destes que não se tem nada para fazer nem para estudar, a não ser o que nos apetece. Daqueles em que de pjamas vestidos, numa mesa farta ao pequeno almoço apetitoso, olhamos para as imensas horas que nos restam até á próxima segunda (que neste caso é quarta) e delineamos programas: ir dar uma voltinha, ir ao cinema, apanhar com a radiaçao quetinha e fofinha que o sol emana, gastar algum dinheiro em coisas estúpidas...
Daqueles fins-de-semana em que enfrento a preguiça e de sapatilhas e i-pod velhinho e riscado nos ouvidos, corro em direcção ao Fontelo. Á minha frente avisto o portão da entrada principal do Fontelo: a minha meta. A música empurra-me neste percurso. O sol agudo matinal espelha a água da fonte. Respira-se fundo o saudavel e puro oxigénio desta zona.
J. e eu, já com os bofes de fora, decidimos ir cada um para sua casa tomar o banho para depois podermos passar a tarde inteira a passear por as ruas da cidade que já nao são visitados por nós há ja alguns meses.
Optamos por deixar o jantar e o cinema para amanha.

Assim sendo, vou-me retirar. Tenham um bom resto de fim-de-semana e ate amanha.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Non capisco

"Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo."

Eu ás vezes consigo ser tão melancólico. Estava a ouvir música, passei por aquela dos Clã - "Problemas de expressão"- e pensei no quão difícil foi dizer a palavra amo-te pela primeira vez e de forma séria.
Porque é que os homens têm mais dificuldade em dizer "amo-te" do que as mulheres?
Porque é que têm vergonha ou medo de o dizer ao pé das outras pessoas?

Elas dizem "amo-te" a todos os gajos com quem andam, por isso é difícil perceber quando é que estão a dizer a verdade. Nós quando dizemos essa expressão, na maior parte das vezes, estamos a falar a sério.

Se nós dissermos "amo-te" e nos respondem "eu também", existem motivos para desconfiar. Quando nos respondem "eu também gosto (muito) de ti" essa pessoa já gostou, em tempos, de nós, mas a paixão morreu. Se não disser nada, sorrir e der um beijo de seguida é porque quer "get some fun with us", nada mais do que isso. E é assim que eu vejo as coisas e sei que não estou muito longe da realidade.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Eu sou o maior, ou então não.

Vou começar este post por dizer que: PASSEI!. Voltei a passar ao exame que me correu mal. Impressionante. Até a mim próprio me supero. Não compreendo como é que alguém que estuda na véspera 200 slides em 30min, ou menos, consegue passar com 11 a um exame. Estou feliz.
Contudo, acho que é sorte a mais e é neste exame que eu vou mesmo chumbar. Opá hoje correu-me muito mal, a serio. Tenho a certeza que desta nao me safo. Mesmo assim estou feliz porque fiz mais do que aquilo que eu estava á espera para este 1º semestre. Amo-me muito.

Para a semana eu e a J. vamos á faculdade de desporto para nos inscrevermo-nos no ginásio. Quando algum tarado qualquer se meter com ela no NL,. ou seja lá onde for, rebento-o todo com uma pinta...
Isto agora vai ser só músculo trabalhado sem precisar de esteróides para nada.

Cheguei ao bocado da cidade universitária, estou cheio de sono e não tarda estou a dormir. Acho que alguem me drogou. Não é normal dormir tantas horas seguidas durante tantos dias seguidos e ter sono sempre a esta hora. Estou a crescer ou já estou a ficar velho?

Até terça pretendo por conversas em dia com os amigos que não vejo ha meses e outras coisas assim parecidas.
Se nao nós voltarmos a ler, desejo-vos um óptimo Carnaval.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Que seca fogo,

amanha tenho exame ás 2 da tarde. Ainda não comecei a estudar - estou lixado. A esta hora podia estar a caminho da terrinha, feliz e contente, e tive que cá ficar por causa da merda do exame. Hoje também podia ir ver DJ Vibe á pala numa discoteca daqui mas não posso, como disse, ainda não estudei nada. A minha sorte é que passei ao modulo mais complicado. Só preciso de fazer um que tem 18 paginas para estudar e outro que tem a matéria em powerpoint, acaba por nao ser muita coisa.
No entanto preciso de tirar no minimo 10 nos dois para passar. Eu queria mesmo passar porque para o ano nao quero andar naquela escolinha.
Fiquei um pouco preocupado quando fui hoje á secretaria entregar o comprovativo do pagamento das propinas e perguntei á senhora o que era preciso fazer para mudar de curso. Ela fez o mesmo comentário que se tornou num genero de slogan este verão: "Outro para enfermagem?". Pois, eu no Verão não entrei, mas espero ou esperava entrar agora neste ano. Tenho que me esforçar nos exames nacionais para nao estar só a contar com a mudança de curso. O stress e conseguir boa nota no exame de biologia. Se tira-se um 15 ou 16 ficava safo, o problema é tirar boa nota. Mas a J. disse que me ia ajudar. Se a J. diz que me ajuda é porque me ajuda e vai-me por ali a saber aquilo tudo de trás para a frente e de frente para trás. É o que dá termos namoradas com a inteligência demasiado superior á nossa para algumas coisas.

Bom, vou tentar estudar minha gente imaginária. Até amanha ou até logo.

Estou

bué cansado. De Domingo até terça dormi apenas 6h. A J. ligou-me na segunda, na véspera do meu exame á meia-noite e meia. Já estava a dormir mas atendi com a voz de alguém que ainda está acordado (tenho fama de adormecer tarde e não queria deixar a menina ficar sem fazer nada). Atendi e ficamos a falar até as 4h da manha. Ela em casa a uns 4 prédios abaixo do meu e mesmo assim conseguimos perdemos tanto tempo a falar em coisas banais.
Na terça, ou seja, ontem, eu, ela e uns amigos saímos e fomos até uns bares meter prá bucha. Ficamos contentinhos e acabamos a noite no NL. É de frisar que não pretendo voltar a por os pés nessa discoteca com a J. Ela foi assediada 4 vezes pelo mesmo gajo e estavam outros 2 a tentar mais alguma coisa. Apeteceu-me pegar na espingarda e começar ao tiro na cabeça a cada um deles. Fico com uma raiva desgraçada, incontrolávelmente incontrolável - uma espécie de ciumes doentios que não são nada doentios porque não tem jeito nenhum atirarem-se a gajas comprometidas só porque o namorado foi á casa de banho ou foi buscar mais qualquer coisa para se beber. A J. é minha e só minha. Apenas a partilho com os pais, irmã e amigos chegados. Caso contrário fico a bater muito mal da cabeça e se voltar a encontrar gajos a terem o mesmo tipo de abordagem para ela como a de ontem, aquilo não vai ficar assim. Não gosto de andar á porrada, muito menos em locais públicos e apenhados de gente, mas vamos ter graves problemas. Alguém vai acordar na casa de banho inconsciente e com a cana do nariz cá fora.
Fomos para casa, acabei por dormir em casa dela. Acordamos ás 3 da tarde e ficamos na cama até as 6. Fomos "almoçó-jantar" ao fórum e por lá ficamos até ao bocado. Amanha é dia de ir ás aulas e ela tem que se levantar as 7 (bem feita).

Estou morto de sono, até amanha.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Na sexta

chegou a madâme da terrinha para vir cá passar o fim-de-semana comigo. Ambos sabemos que no sábado (14 de Fevereiro) é o dia há uns milhões neste mundo que se lembrar de comprar uma prenda para outros milhões. Eu não preciso que chegue este dia para mimar a minha princess com objectos nem com afecto. Mas pronto, como até parece mal em não dar nada nem fazermos nada juntos, planeamos umas coisas. Planeamos quer dizer, planeio. Gosto mais de surpreendere do que ser surpreendido. Quer dizer, depende das situaçoes, mas isso nao interessa nada.
Como eu ia a dizer, chegou na sexta e fomos para minha casa - quando chega o fim-de-semana fica ás moscas.
Tentei aprender a cozer massa mas ainda nao sei quando nem quanto é que se tem de pôr sal nem qual é a quantidade adequada de massa para 2 pessoas. Anyway, a J. ajudou-me (não é que ela saiba muito mais do que eu, mas já é experiente) e eu tratei dos ingredientes para por na massa. Colocamos milho, atum, um molho qualquer e queijo ralado. Foi ao forno 6min e ficou fantástico. Não saímos de casa e ficamos a ver um filmezeco e a por a conversa em dia e não sei quê até até a hora em que o sol nasce.
Escuso de dizer que eram 3 da tarde e estávamos a acordar. Já nao deu para ir almoçar a um restaurante nem a nada dessas pirosadas. Tomámos banho e fomos enburcar para o Macdonalds (que romântico).
Depois disso fomos dar uma volta até ás docas e levar com o fresquinho do Mondego na cara. Muito resumidamente coçamos a micose all afternoon long. Regressamos a casa, vestimos a nossa melhor roupa dentro do possível e fomos onde eu queria ter ido ao almoço: a um restaurante Italiano perto da Baixa que custou pele de cobra ao meu irmão...mas ele nao se importou. Comemos até encher o bandulho e de seguida fomes até uma casa de fados cá de Coimbra bastante interessante. Ficamos lá a coçar mais um bocado da micose por uns tempos e a J. levou-me ao bingo gastar os euros que nos sobraram desse dia e pronto, saímos de la com 2.36€ de saldo positivo porque ela fez Linha.
Acabamos a noite a gastar uns extras no Vynil e a mexer o bumbum. Acho que não vale a pena entrar mais em pormenores porque pronto...coiso.

Em relação ao dia dos Namorados acho um bocado cínico a "obrigação" de dar algo á pessoa que nos preenche. Como disse lá em cima, nao é preciso esperarmos até fevereiro para dar o que quer que seja, dá-se e pronto. Sou anti-montra-do-dia-dos-namorados. Ás vezes sou piroso sim, mas a pirosada tem limites e ursinhos brancos a agarrar um coração que diz "I Love You" ou "Amo-te" ou "Te Amo" e essas merdinhas enjoa-me profundamente. Apetece-me pegar fogo á montra.
Quem disse ursos diz outro tipo de animais e outro género de objectos nojentos. A única coisa gira que muita gente se esquece de fazer, neste caso em escrever, é uma carta. Aquelas cartas de amor todas cheias de palavras e frases que ás vezes só se dizem por escrito e essas coisas. Eu acho bastante piada a isso. Eu e a minha amante fazemos sempre questão de escrever uma espécie de carta. Não vou dizer onde é que escrevemos isso que é para continuar a ser mais ou menos original, até mesmo que ninguém nunca venha a ler isto.

Bom amanha vou ter exame e espero sinceramente que me corra mais ou menos bem. Ou então que me corra muito mal como o 1º que fiz mas que tire a mesma nota.

Assim sendo vou-me retirar que ainda tenho coisas para fazer e coisas para preparar para amanhã.

Até amanha meus amigos imaginários.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ooh

não me consegui levantar as 10.30. Eu bem que pus o despertador mas não deu mesmo...muito sono.
Fui á aulinha, estive lá meia hora e vim-me embora porque "isto não está a funcionar, fica para a semana". Assim é que deviam ser todas as aulas secantes.

Estive a fazer nada o dia todo, a coçar a micose no Cartola com o J., L, e o A. Muito calor, parecia um dia de Verão. Gosto desta vida: ficar sentadinho na esplanada a apanhar um solzinho bom e a ver as pessoas a passar para cima e para baixo.

Amanha vem a J. portanto it's the final countdown. Vamos passar o dia dos Namorados aqui nesta terrinha amorosa. Já tenho o programa todo preparado de manha há noite, todos os cêntimos contados, tudo tudo...

Agora sinto-me um bocado sozinho. Nao tenho sono nem vou ter tão depressa. Não está cá ninguem e nao tenho com quem falar. Estou com um olho na novela e outro no PC. Sim é decadente mas é o unico canal que dá bem.

Tenho fome, nao vou comer, até amanha.













Até amanha como quem diz: ate qualquer dia. Este fim-de-semana vou andar muito ocupado.

Cá estou eu

para mais uma composição de uma criança do 2º ciclo. Ontem saí e cheguei por volta das 8.30 da manha. Corri o 7's, Tapas, Jokas, BAAC e NL. Bebi, bebi, comi um hamburguer, bebi, bebi...bebi e bebi. Depois fui á Mimosa ás 7.30 para tomar o pequeno almoço.
Foi uma noite normal. Muita gente na rua. Muita gaja na mesa do BAAC a dançar (todas caloiras de Direito - por acaso até conheço algumas). A roçarem-se umas ás outras: que visão do outro mundo!
Nem vale a pena salientar que levei banhos de cerveja nem que fui apalpado por mãos de desconhecidos, de todos os sexos presumo.

Cheguei a casa, mandei uma mensagem ao C. para assinar por mim a Química e aterrei para sempre.
Para sempre julgava eu, visto que o atrasado do J. fez o favor de ligar as 11h para me chatear a cabeça e ir com ele dar uma volta.
Levantei-me, tomei banhinho e pus-me na alheta para la ir almoçar com ele. Comemos aquela treta do buffet do meio-dia da piza Hut. So sei que andei com a barriga cheia até á hora do jantar.

Para o jantar o L. fez a filha da puta de uma massa espectacular com queijo, massa, atum e depois foi a alourar ao forno. Muito bom. Agora comia mais um prato.

A J. ja me voltou a chatear a cabeça com merdinhas e a chamar-me de nomes, já tinha saudades.

Amanha espero conseguir levantar-me ás 10.30 que é para ir jogar basket e queimar estas calorias todas que aos homens só lhes é permitido a barriguinha da cerveja, não a da comida.

Bom até amanha pessoas imaginárias.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Passei

para dizer que PASSEI. Passei naquela merda de climatologia. Eu só lá fui mesmo para ver por quanto é que tinha chumbado. Qual não é a minha surpresa ao ver um 10 redondinho e fofinho á minha espera. Até o tempo passou de chuva para um sol radioso.
Mas agora estou lixado. Tenho 3 módulos de Introdução para fazer e vou deixar tudo para a segunda semana. Hoje vou sair, não vou estudar nada e o exame é ja amanha. A merda de deixar para a segunda semana é que ainda tenho Geologia para fazer :S Não sei como é que vai ser.
Pior do que isso é ter de fazer esta treta na sexta-feira. Queria ir embora na quinta para casa e não vai dar. Se ficasse cá seria por causa da J. só que ela é bem capaz de ir para casa na quarta ou na quinta.
Que seca.

Vou comprar o traje académico de Coimbra este fim-de-semana. Estou um bocado excitado. Para mim, poder trajar, ainda para mais sendo o traje de Coimbra, é o maior orgulho que poderia dar a mim e ao meu pai. É pena é que quando mudar de curso nao vou puder andar por ai com a capinha traçada e a praxar os caloiros. So sad.

Bom, vou comer qualquer coisa. Até amanha.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Olha

o meu exame correu-me muito mal. Acho que vou chumbar. As notas saem amanha e tenho a perfeita noção que fiz uma completa merda. Fui burro em não ter passado na frequência que era bem mais fácil que este exame. Mas as coisas são sempre fáceis depois de sabermos as respostas.

Anyway, a J. tem andado um bocado mal disposta. Não temos tido conversas interessantes. Talvez muito por minha culpa porque ela chateia-se de eu não estar a estudar. Eu chateio-me por ela saber que não tenho motivação para estudar estas coisas e mesmo assim esta-me sempre a tentar por-me a marrar.. Acho que ela ultimamente me tem andado a ignorar para ver se começo a estudar a sério. (olha não vale a pena. Eu nem que tivesse de férias de exames ia estudar).

Hoje também estou um bocado xôxo ou tóto. Estou naqueles momentos da nossa vida que não sabemos bem o que é que andamos a fazer. Sinto-me um bocado perdido porque sei que a minha vida não está o suficiente organizada quanto eu esperaria que estivesse há alguns tempos atrás. Espero que daqui a um ano, ou menos, eu esteja realizado. Entenda-se estar realizado por estar no curso que realmente quero. Fuck the employment. Só quero marrar naquilo que gosto. Só quero chumbar aquilo que estudei e não consegui passar. Não quero andar aqui por ver os outros andar, não estudar porque não gosto destas coisas e faltar ás aulas sem nenhuma razão para isso.
Antes ainda faltava porque tinha uma noite divertida e ocupada :P
Agora falto porque fico a olhar para o relógio a tocar e tenho muito sono. Não há nada nem ninguém que me faça levantar. Quer dizer há. Há a bela da J. que se lembrou uma vez de ligar as 7.30h para me acordar de propósito para as aulas. Um obrigado a ela porque eu teria pedido a alguém para assinar por mim (como muita gente costuma fazer sempre que pode).
Andou uma semana consecutiva a ligar-me de manha a perguntar se tinha ido as aulas. E podem querer que nessa semana não faltei uma única vez.
Ela já esta de "férias" desde Dezembro, só cá põe os pés para vir fazer os exames. O mês de Janeiro custou-me caralhões a passar, mas para a semana já cá volta para recomeçar o novo semestre. Já vamos matar saudades das saídas nocturnas, das invenções para o jantar, da guerra para saber quem paga o jantar e dos murros na televisão para ver a telenovela (ela obrigava-me a ver novelas). Tenho saudades de acordar durante a noite e ficar a contemplar o seu sono. Dos almoços que duravam 4h. Opá, sinto saudades de tanta coisa que não existem caracteres suficientes disponíveis para as enumerar.

Bem, até amanha que eu estou a morrer de sono.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Só mais uma coisa...

... é normal que os meus textos não tenham titulo. Como sou um bocado tóto e um bocadinho fraco das ideias, não costumo perder tempo a pensar em títulos para o que quero escrever. Escrevo e pronto.


Bem, começando a escrever sobre cosias que realmente interessam (or not), hoje entrei numa espécie de férias. Não tenho frequências, não tenho aulas ás disciplinas semestrais, no entanto tenho exames.
Á excepção de muitos ou quase todos, sou um calhau e chumbei a tudo. Isso significa que vá a reavaliação (aka exames) a todas as disciplinas (calma, só tenho 2 semestrais) e a todos os módulos (2+3=5).
Segunda feira lá estarei eu, a dar cabo da climatologia toda. Vou lá para tirar 20 porque desta vez vou estudar, nem que seja só o fim-de-semana. Quanto a "Introdução á profissão" já não posso dizer o mesmo: odeio aquilo e não consigo mesmo estudar aquela merda. Vocês que não lêem isto devem-se questionar sobre o facto de "Introdução á profissão" ser a disciplina mais importante do curso, e é, mas é só para quem gosta e para quem vai continuar naquela vida. Como eu não pretendo ficar lá por muito mais tempo, tenho que gramar aquilo temporariamente.

Falando de coisas ainda mais interessantes, ontem fui sair. Fui até uma casa de fados com um pessoal do curso. Bebi uma jarrinha de sangria. De seguida fomos dar um giro ao 7's. Bebemos uns shots, um deles era aquele com um chupa-chupa(!) mergulhado. Depois pedi aquela promoção de 5€ 6 finos e a menina deve ter gostado da minha cara linda porque deu-me um fino a mais. Não faz mal, bebi mais um á pala. Depois fomos ao rugby e por fim B.A.A.C. (bar da associação académica de Coimbra). De salientar que de cada vez que saiamos á rua vinha uma tromba de agua.
No B.A.A.C. é sempre a mesma coisa: apinhado de gente, 4/5 meninas em cima das mesas ou dos bancos a dançar para toda a gente, á caça de pila e de cona. Todas as pessoas a babarem-se porque pronto, as raparigas até costumam ser boas. Depois há aquelas gajas que, e perdoe-me a sinceridade e a expressão demasiado forte: só querem pila! Eu nunca me tinha achado assim um tipo muito giro nem muito atraente. Até acho que tenho um ar um bocado Sul-Americanado para atrair gajas pró bomzinho. Mas á noite comem-me a mim e a todos que passam num raio de 2m, com os olhos, com as mãos e ás vezes até com a boca. Mas eu nao me deixo comer.
Sim tenho namorada. Como é óbvio ela não lê nada disto. Ainda assim, tudo o que aqui é escrito (vá 98,9%) é do conhecimento dela. Até aquela parte a falar de raparigas boas. Temos uma relação saudável e eu até sou um menino certinho...
O que eu queria dizer é que aquele bar é uma mina de ouro para desesperados/as. Qualquer pessoa encalhada remenda o barco depois de la ir dar uma vista de olhos. Não precisa de fazer rigorosamente nada, basta esperar que elas/es venham ter connosco.


Ha duas semanas atrás fui ao NL (Noites Longas). Aquilo é um sonho. Opá tem gays, é verdade, mas tem lésbicas(!). E lésbicas de qualidade, não são de uma qualquer gama de produtos. Eu já tinha visto na Latada uma cena bastante "coisa" - 3 gajas a comerem-se por debaixo da capa. E perguntais vós: se estavam por baixo da capa como é que sabes que estavam-se a comer?
Resposta: Porque eu estava mesmo atrás delas a apreciar o grande Rui Veloso e ouvi risinhos e o "chuac-chuac" de saliva. Passei para a frente delas de propósito para ver o que é que se estava mesmo a passar e constatei o óbvio. Estavam-se a comer na boa, no meio de centenas de pessoas. E é assim que se quer, sem pudores sem nada.

Bem, continuando a conversa acerca do B.A.A.C., não é dos melhores sítios a frequentar para nos divertirmos, mas é seguramente o mais em conta. Não pagamos entrada, basta mostrar o cartão de estudante. As bebidas não são muito caras e as meninas servem bem. O único senão é mesmo a falta de espaço.
O G., que é um colega de curso, cabritou-se todo enquanto dançava. Encostou-se á parede e continuou a gregar. Como bom amigo que sou (true story) levei-o lá para fora mas ele continuou o serviço pelo caminho. Mesmo assim ninguém reparou na bosta e continuaram a dançar por cima do grego (assim é que é bom).
Depois de lhe ter passado a má disposição, que foi rápida, regressamos ao sitio onde estávamos anteriormente e já estava um cachecol (não sei se é assim que se escreve) mesmo em cima do sitio do vomitado. É bem.
Ás 4h as luzes acendem-se e o pessoal começa a ter que ir embora. Nós optamos por ir novamente até ao rugby e foi para lá que nos dirigimos sobre outra descarga de água.
Entramos, subimos até ao andar de cima que era onde havia menos gente e por lá pairava a caloira Shakira. Todos os agrários conhecem a caloira Shakira. É fácil de imaginar as razoes. Também lá estava o Engenheiro N., o maestro da tuna que é um grandessíssimo gay. Eu sei que não tenho nada haver com o assunto nem sou homofóbico nem coiso, mas aqueles olhinhos não enganam ninguém: ele e o outro mendigo iam dar uma valente queca algures.
Terminada a noite (7h), fomos a pé até ao café mimosa tomar o pequeno almoço. Ás 8.30 apanhei um taxi, fui para casa, pus o despertador com todo o carinho para tocar as 9.30 e o cabrão de merda não tocou. Penso que não devo ter activado o alarme. Até dormi vestido e tudo para ir á aula. Acordei depois um pouco espantando eram já 12.30 (depois da aula do andré).

Basicamente ontem foi isto. Uma noite bem passada com os colega de curso, que afinal não são assim tão maus.
Deixo então a sugestão do BAAC para os encalhados, ou não. Temos que admitir por Coimbra há muito por onde escolher. Andem é sempre de olhos abertos - as gonorreias, sífilis e afins andem aí.


Private Message: Sim J., se tivesses ficado em Coimbra até sexta feira á noite tinha sido ainda melhor. Daqui a duas semanas vinga-te em mim que eu quero muito.

Introdução

Nunca gostei muito de escrever em folhas de papel nem em nada disso. Aprecio muito mais o barulho de um bom teclado, a de uma caneta a escrever.
Assim sendo, cá estou eu a abrir um blogue e a dar asas á minha pequena e leve imaginação. Supostamente isto é para ser uma espécie de diário. Digo supostamente porque, supostamente, ninguém o vai ler. Mas, se por acaso, alguém vier aqui parar, deixa de ser um diário para passar a ser um....um qualquer coisa.
Resumindo, não escrevo para ninguém ler. Escrevo para mim.


Antes de mais quero salientar a minha deficiente aptidão para escrita do português. Sou um rapazito um bocadinho disléxico e disgrafico. Também me troco um bocadinho a falar mas isso não interessa para aqui.

E pronto, está a introdução feita.