terça-feira, 17 de março de 2009

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Ontem fui ao ginásio e depois de jantarmos fomos sair por aí (eu, a J. e mais dois amigos nossos). A ideia de sair até foi da J. mas ainda nem sequer era 1h e ela ja se estava a queixar do sono. Tudo porque havia uma gaja a chatear por mensagens a queixar-se que nós a excluíamos do "grupo".
Para mim ela é uma gaja qualquer, um bocado fraca nalgumas ideias. Há 2 anos atrás éramos bastante amigos, mas eu tenho um dom qualquer que me permite ficar a saber de coisas sem que ninguém me as conte. Neste caso concreto, descobri que a gaja gosta bem de mais da minha J. É lesbiana, mas nem é esse o problema que eu até gosto de lésbicas. O problema é que ela é daquelas lésbicas não assumidas, que mantém uma relação heterossexual por causa da pila e para manter as aparências. Nunca irá sair do armário (e eu não tenho nada haver com isso, são coisas dela) mas as boquinhas que ela manda, a armar-se que leva com a pila são um bocado out - tenho pena de ser só eu a saber o quão out elas são.
Nunca contei nada disto a ninguém nem pretendo faze-lo. E se alguem ler isto não faz diferença, porque certamente não me conhece a mim nem a a ela. É que nem sequer mando daquelas piadinhas de mau gosto quando ela manda as suas piadinhas heterossexuais.
A partir do momento em que eu juntei todos esses factos ás demasiadas situações em que ela dizia uma coisa e fazia outra, tornou-se insuportável estar com ela da mesma maneira. Posso mesmo dizer que a passei a odiar. Não quero que pensem que a odeio por (ainda?) gostar da J., nem muito menos por ser lésbica, mas sim porque é uma lésbica não assumida e que faz questão de dizer que leva com a pila do namorado. Quando perdeu a virgindade já eu sabia que ela tinha aquela orientação sexual e foi um bocado repugnante, mas ao mesmo tempo ridicoló-divertida, a maneira como ela quis mostrar o "troféu".
Bom, voltando ao assunto inicial, ela mandou uma mensagem á J., quando nos estávamos a jantar do tipo: "queres ir tomar café?" A J. não respondeu porque não viu a mensagem. Passado 1h ela manda uma mensagem a dizer: "olha, obrigadinha pela resposta" (lá está ela a mandar uma boca quando demora dias (!) a responder a mensagens quando está 24 sobre 24 horas agarrada ao telemóvel).
A J. respondeu dizendo que "desculpa não ter respondido a horas, mas estamos a jantar nas cantinas". Por acaso também lá estavam os outros 2 amigos, mas foi uma coisa que foi combinada na hora (depois de sairmos do ginásio) e nao era propriamente um evento para o qual deveríamos ter convidado ou a ela, ou a outra pessoa qualquer. Ficou chateada porque achou que aquilo tinha sido combinado e que não lhe dissemos nada. Passado uns minutos, já nós estávamos no B.A.A.C., mandou uma mensagem comprida que dizia mais ou menos isto: "nao percebo porque é que tu o "UnkownOne, que sou eu" e o J. me andam a excluir. Vocês saem e deixaram-me de dizer para sair. Não percebo o que se passa, parece que não vos conheço, parece que já não sou bem-vinda"
A J. começou a ficar com cara de cão, mostra-me a mensagem e diz que se está a sentir mal por isto, e que acha que tem ou temos culpa de não lhe termos dito nada e blá blá blá.
Eu fartei-me de falar com ela, expliquei-lhe porque é que ela não se deveria sentir culpada. Faço questão de vos dizer porque é que nós não temos assim tanta culpa.

- Nao houve uma única vez que tivéssemos saído há noite e não lhe tivéssemos dito nada
- Houveram algumas (poucas) noites que saímos e que não lhe dissemos nada, MAS, foram dias em que o namoradinho dela estava cá e eles nunca saem do quarto, quanto mais de casa...de modos que não a quisemos interromper.
- Quando saímos á noite ela passa todo o tempo, mas mesmo todo o tempo, agarrada ao telemóvel, a falar com não sei quem, por mensagem ou por telefone. Faz-nos esperar, faz-nos parar no meio da rua porque ela esta parada a falar (mais uma vez), faz-nos ficar cá fora ao frio porque ela não pode entrar a falar ao telemóvel de madrugada nunca casa onde ja estão pessoas a dormir ect...

Por tudo isto, nem ela nem ninguém, muito menos eu que não quero ter nada haver com aquela menina, tem culpa de ela se sentir excluída. Sei perfeitamente que muitas vezes fazemos coisas sem a convidar, mas quando eu digo "fazemos" é eu e a J. mais o J., mas cenas que não são combinadas e que fazemos ou acontecem por acaso no momento (as "coisas" não incluem saídas á noite").
Uma vantagem que vai ser útil em toda a sua vida, é a capacidade que esta menina tem para chantagens psicológicas e de fazer com que as pessoas se sintam mal pela maneira doce com que fala. São palavras e discursos que eu já conheço de cor e que a mim nao me conseguem corromper. A J. é débil nesse aspecto, e mesmo nao tendo culpa de nada vai-se sempre sentir culpada.
Nao sei o que é que a J. lhe respondeu, mas obteve resposta do género: "não tens que te desculpar com nada nem muito menos a mim, só me sinto um bocado posta de parte"
A noite acabou porque alguém a estragou mesmo antes de ter começado. Sinto-me estúpido por ter andado tapado quase 3 anos acerca dela, mas ao mesmo tempo sinto-me feliz por ser o único que sabe bem o que ela esconde, compreende as razoes de muitas atitudes, e de não ir neste tipo de joguinhos lexicais. Cá estarei para tentar atenuar os efeitos das palavras dela sobre os outros.

Amanha tenho frequência a química, ainda nao estudei nada, não sei nada, nem vou estudar...vou-me tentar aplicar mais a bioquímica que a química já foi com os porcos. A J. hoje vais jantar e ver um filme a casa de umas amigas, eu fico por aqui abandonado portanto vou dar um giro até la fora - tomar um cafezinho e não sei quê.

Até amanha leitores imaginários.

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